Trabalhadores se queixam de interrupções após 40 minutos, revela pesquisa

Resumo
- 9,5% dos trabalhadores brasileiros são interrompidos em menos de 10 minutos após iniciar o trabalho.
- 64% dos profissionais entrevistados esquecem ideias por não conseguir registrá-las a tempo.
- A pesquisa foi conduzida pela Censuswide com 2 mil participantes e encomendada pela Amazon.
Você chega no escritório, passa o café (sempre importante), liga o computador e começa a trabalhar. Quanto tempo depois já surge a primeira interrupção? Para 9,5% dos brasileiros, não leva nem 10 minutos. Na média geral, considerando toda a amostra, a primeira distração digital surge por volta dos 40 minutos – e a faixa mais comum de resposta, com metade dos entrevistados, foi justamente entre 30 minutos e 1 hora.
Estes números fazem parte de um novo estudo encomendado pela Amazon e conduzido pela Censuswide com 2 mil participantes do país. Ele traz um raio x de algo que incomoda a todos nós: as interrupções justamente quando queremos ser mais produtivos.
O Tecnoblog teve acesso a recortes exclusivos da pesquisa. Confira a seguir.
Interrupções após 40 minutos
Primeiro, é preciso ter em mente que 93% dos respondentes concordaram que a criatividade e a concentração são em algum grau comprometidas por dispositivos conectados à internet. Quem são estes santos 7%? Também não os conheço, mas vamos em frente.
A pesquisa foi estruturada para trazer achados sobre o comportamento no trabalho e, de quebra, ajudar a promover o Kindle Scribe, leitor de livros digitais que chega pela primeira vez ao Brasil e também funciona como um caderno: tem canetinha e dá para escrever/anotar/desenhar na tela de generosas 11 polegadas.
Os profissionais são interrompidos no seguinte tempo:
- Menos de 10 minutos: 9,5%
- 10 a 29 minutos: 31%
- 30 minutos a 1 hora: 50%
- Mais de 1 hora: 3%
- “Eu não trabalho”: 5%
Quando uma solução surge no momento errado, ela tende a se perder. É um drama: 64% dos entrevistados confessaram que se esquecem de ideias por não conseguirem registrá-las a tempo. Você também passa por isso? Conte nos comentários desta página (só descer até o final).
Entre os profissionais que estabeleceram metas de trabalho, 72% concordam que as distrações digitais atrapalham a capacidade de executá-las – e o incômodo é maior entre os mais jovens, com índices que superam 80% entre o pessoal de 18 e 34 anos, conforme você pode conferir abaixo:
- 18 a 24 anos: 80%
- 25 a 34 anos: 82%
- 35 a 44 anos: 75%
- 45 a 54 anos: 64%
- 55+ anos: 59%

Os desejos dos trabalhadores
Depois de mapear os principais incômodos, os pesquisadores também perguntaram quais são os principais desejos dos trabalhadores quando buscam uma nova ferramenta de trabalho. A facilidade é o aspecto mais citado, mas o que me surpreendeu mesmo foi ver que 40% dos respondentes querem um ambiente sem notificações, apps ou internet.
Eis as respostas:
- Facilidade para capturar e organizar pensamentos rapidamente: 42%
- Ambiente completamente livre de distrações (sem notificações, apps ou internet): 40%
- Capacidade de buscar e encontrar informações instantaneamente: 34%
- Ajuda a focar e pensar com clareza: 22%
- Parece natural, como escrever no papel: 19%
- Todas as minhas anotações salvas e nunca perdidas: 17%
- Portátil e sempre comigo: 15%
- Bateria de longa duração para nunca perder o ritmo: 12%
- Capacidade de personalizar/organizar com cores e marcações: 11%
- Converter ideias manuscritas em formatos digitais compartilháveis de forma integrada: 9%
- Não tenho certeza: 4%
“Os dados desta pesquisa confirmam o que ouvimos de clientes no Brasil com frequência: as pessoas querem ferramentas que trabalhem a favor da concentração, não contra ela,” disse, em nota, o diretor de dispositivos da Amazon, Jacques Benain.
Trabalhadores se queixam de interrupções após 40 minutos, revela pesquisa