Análise: Santos tem problemas nas duas áreas e é castigado por um eficiente Athletico-PR
O Santos teve mais a bola, finalizou mais e passou boa parte da partida no campo ofensivo, mas deixou a Vila Belmiro derrotado por 2 a 0 pelo Athletico-PR, neste domingo, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mais do que o resultado, o jogo evidenciou um problema que preocupa Cuca: enquanto o Peixe voltou a apresentar dificuldades nas duas áreas, o Furacão foi eficiente quando encontrou espaços.
A diferença apareceu desde os primeiros minutos. Aos quatro, o Santos construiu uma de suas melhores oportunidades. Barreal encontrou Gustavo Caballero livre dentro da área, mas o paraguaio finalizou em cima de Mycael. Era a chance de abrir o placar e mudar o ambiente de uma Vila Belmiro pressionada pela situação da equipe no Brasileirão.
O Athletico-PR, por outro lado, não desperdiçou quando teve sua oportunidade. Aos 14 minutos, Kevin Viveros aproveitou uma sobra dentro da área e abriu o placar. Além da eficiência do colombiano, o lance expôs a dificuldade da defesa santista para controlar a principal referência ofensiva do adversário.
O Santos ainda teve a possibilidade de empatar. Aos 23, Escobar cruzou e Gabigol tentou uma bicicleta, mandando perto do gol. Três minutos depois, porém, o Furacão mostrou novamente sua capacidade de ser decisivo.
Final de jogo. O Santos é superado por 2 a 0. pic.twitter.com/xocq29QWUZ
— Santos FC (@SantosFC) August 9, 2026
Viveros recebeu com campo para correr, ganhou da marcação em velocidade e bateu na saída de Gabriel Brazão. Antes da meia hora, o Athletico-PR havia construído uma vantagem de dois gols sem precisar dominar territorialmente o confronto.
Volume sem eficiência
A partir do 2 a 0, o jogo passou a ter o cenário ideal para o time de Odair Hellmann. O Athletico-PR recuou suas linhas, protegeu a entrada da área e entregou ao Santos a responsabilidade de encontrar soluções diante de uma defesa fechada.
O Peixe teve mais posse e acumulou finalizações, mas encontrou enorme dificuldade para transformar esse volume em oportunidades claras. Circulou a bola, utilizou os lados do campo e tentou aumentar a pressão, porém Mycael pouco precisou trabalhar diante da quantidade de ataques santistas.
Esse talvez tenha sido o maior problema ofensivo do Santos. Ter a bola não significou controlar efetivamente a partida. Enquanto o Peixe acumulava posse, o Athletico-PR parecia confortável com o roteiro.
No segundo tempo, Cuca tentou aumentar o poder ofensivo com as alterações. Rony, Willian Arão e Thaciano foram algumas das opções utilizadas, mas o panorama mudou pouco. Barreal levou perigo em cobrança de falta, Rony teve uma finalização bloqueada e o argentino ainda cabeceou por cima na reta final.
Muito pouco para uma equipe que precisava buscar dois gols.
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