Close Menu
Portal Bahia Notícia
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Ultimas Noticias:
    • Rouanet nas Favelas investirá ao menos R$ 10 milhões em projetos
    • Lei que restringe uso de celulares já é adotada por 92% das escolas
    • Stablecoins concentram 80% de ativos cripto declarados à Receita
    • BC lança duplicata escritural para facilitar crédito a empresas
    • Governo inicia retirada gradual de subsídios aos combustíveis
    • Cúmplice de assassino de idosa de 79 anos é preso em Serrinha
    • Justiça manda deputado baiano apagar vídeos em que fiscaliza escola de Santo Amaro
    • Adolescente é apreendido por agredir homem com barra de ferro e pedras e roubar cartão em Vitória da Conquista
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Portal Bahia NotíciaPortal Bahia Notícia
    • Home
    • Brasil
    • Mundo
    • Esportes
    • Policia
    • Cidades
    • Politica
    • Economia
    • Saude
    • + Ver Mais
      • Educação
      • Musica
      • Tecnologia
    Portal Bahia Notícia
    Home»Brasil»Muçulmanas são vítimas de islamofobia na internet e nas ruas no Brasil
    Brasil

    Muçulmanas são vítimas de islamofobia na internet e nas ruas no Brasil

    Letycia Treitero Kawada - Reporter da Agencia BrasilFonte: Letycia Treitero Kawada - Reporter da Agencia Brasil22 de junho de 2026Nenhum comentário
    o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Whatsapp Reddit Tumblr E-mail
    muculmanas-sao-vitimas-de-islamofobia-na-internet-e-nas-ruas-no-brasil
    Muçulmanas são vítimas de islamofobia na internet e nas ruas no Brasil
    Compartilhe:
    o Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
    Cursos com Certificado Entregue em Casa – Cursos 24 Horas

    No Brasil, oito em cada dez mulheres muçulmanas sofrem ataques motivados por islamofobia, ou seja, intolerância e ódio contra sua religião. É o que conclui a 3ª edição do Relatório de Islamofobia do Brasil, produção científica do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes (Gracias), da Universidade de São Paulo (USP). 

    Os pesquisadores analisaram os relatos de 328 mulheres, tanto da vertente sunita como da xiita. Elas foram divididas em quatro grupos: brasileiras que nasceram no seio de uma família de tradição islâmica, brasileiras que se reverteram, estrangeiras nascidas muçulmanas e estrangeiras revertidas. 

    A equipe constatou que 84,5% das vítimas de islamofobia são brasileiras revertidas. Os pesquisadores acreditam que um dos fatores é sua intensa articulação coletiva. 

    A porcentagem cai para 80,4% no caso das brasileiras que já descendem de uma família seguidora do islamismo e, entre estrangeiras revertidas e estrangeiras nascidas muçulmanas, para 75% e 60%, respectivamente, conforme o relatório divulgado no último sábado (20). 

    Violência nas ruas, internet e trabalho

    Quase todas as participantes brasileiras revertidas (96,7%), por exemplo, afirmam que a mulher muçulmana é discriminada no país.

    As fiéis do islamismo são vitimadas nas ruas (36,4%), na internet (30,9%) e no trabalho (19,7%). Para os integrantes do Gracias, a islamofobia está mais presente em espaços de maior exposição pública e convívio diário. 

    Para algumas das entrevistadas, a discriminação tem acarretado danos imensos, com depressão e transtorno de ansiedade.

    “Fui obrigada a migrar de carreira após a reversão, não consegui mais atuar na área”, disse uma delas.

    Associá-las ao terrorismo é outra forma de menosprezo comum. “No trabalho, fui chamada de mulher bomba por um médico”, conta uma das vítimas de ofensas do gênero. 

    Uma terceira narra como foi demitida de uma empresa. “Eu era recepcionista num conjunto de salas. O contador veio muito simpático e falso perguntar sobre a minha religião e vestimenta e depois disse para meu chefe que não era bom que eu trabalhasse na recepção, pois causava má impressão aos clientes dele. Fui demitida.”

    “A mídia não tem interesse em dar espaço ao Islam, aos muçulmanos, não tem interesse em aprender que usar o véu não retira o pensamento, não transforma mulheres em seres ignorantes, nem tudo é sobre opressão, pode ser também liberdade, escolha e principalmente devoção. A imprensa é colonizada, há domínios de agências de notícias”, afirma a coordenadora do Gracias, a professora Francirosy Campos Barbosa.

    Apenas 6% das brasileiras revertidas registram boletim de ocorrência na polícia, taxa inferior à de brasileiras nascidas, de 8,7%. Elas não acreditam que a denúncia será investigada. 

    No Brasil, não se tem o quantitativo exato da comunidade islâmica, pois o Censo Demográfico não o informa de modo desagregado. A quantidade de pessoas que se declaram muçulmanas está reunida com as de outras religiões com menos seguidores.

    Ambiente virtual

    Ainda segundo o Gracias, o Instagram é a rede social que mais concentra casos de agressões, com um total de 120 (74,5%).

    O Facebook, também controlado pela Meta, juntamente com o Whatsapp, responde por 55 (34,2%). O TikTok e o X são mencionados 27 (16,8%) e 12 (7,5%) vezes, respectivamente. 

    Os pesquisadores argumentam que, no Instagram, o que favorece a marginalização é a exposição da aparência, do cotidiano e das práticas ligadas à religião, enquanto no Facebook é a polarização propiciada pela formação de comunidades.

    A colaboração do TikTok, por sua vez, consiste em possibilitar a replicação de vídeos muito rapidamente e entre públicos distintos.

    Em seu site, o Instagram declara ter como objetivo “prevenir possíveis casos de violência no meio físico que possam estar relacionados ao conteúdo em nossas plataformas.”

    “Embora entendamos que as pessoas geralmente expressam desdém ou desacordo por meio de ameaças ou incitação à violência de maneiras casuais e sem seriedade, removemos palavras que incitem ou facilitem a violência e ameaças plausíveis ​​à segurança pública ou pessoal.”

    Para a professora Francirosy Campos Barbosa, a política implementada nesses termos minimiza a gravidade das ameaças e incitações à violência.

    Procurada pela reportagem, a Meta afirmou não permitir “conteúdo que promova ataques contra pessoas com base em características protegidas, conforme estabelecido em seus Padrões da Comunidade, como raça, etnia, nacionalidade, deficiência, religião, casta, orientação sexual, sexo, identidade de gênero e doença grave.

    “Removemos esse tipo de conteúdo sempre que identificamos violações e aplicamos as medidas previstas em nossas diretrizes. Também incentivamos as pessoas a denunciarem qualquer publicação que considerem violar nossas diretrizes.”

    O TikTok não respondeu o questionamento da Agência Brasil. A reportagem não conseguiu contato com o X até o momento. 

    Compartilhe: o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Telegrama E-mail
    Letycia Treitero Kawada - Reporter da Agencia Brasil

    Noticias Relacionadas

    Senado deve votar PEC da aposentadoria de agentes até 15 de julho

    30 de junho de 2026

    Venezuela corre contra o tempo e já soma mais de 6 mil salvamentos

    30 de junho de 2026

    Rodoviários rejeitam proposta e decidem manter greve no Rio

    30 de junho de 2026

    Comentários estão fechados.

    • Anuncie em nosso portal
    • WhatsApp : (71) 98349-4147
    • Celular : (71) 98349-4147

    Quem Somos

    O Portal Bahia Notícia é um veículo de comunicação digital comprometido com a informação de qualidade, levando aos seus leitores notícias atualizadas, relevantes e de interesse público. Atuamos com responsabilidade, transparência e agilidade na divulgação dos principais acontecimentos da Bahia, do Brasil e do mundo.

    Email :  contato@portalbahianoticia.com.br
    WhatsApp: (71) 98349-4147

    Facebook X-twitter Youtube Instagram Tiktok

    As Mais Vistas

    Arrecadação federal bate recorde e supera R$ 278 bilhões em abril

    21 de maio de 2026

    Polícia de SP investiga grave ataque homofóbico ao ator Diego Summer

    24 de abril de 2026

    Resultados de recursos do Enem 2026 já estão disponíveis

    25 de maio de 2026

    Mais Populares

    Crise no Real Madrid tem suposto tapa de Rudiger em Carreras após queda na Champions, revela rádio

    5 de maio de 2026

    Bahia relaciona 25 jogadores para enfrentar o Coritiba; David Martins volta à lista

    25 de maio de 2026

    Caiu! Diretor de Marketing, Rafael Soares é demitido do Bahia após quase três anos

    22 de maio de 2026

    © 2026 Portal Bahia Notícia. Todos os direitos reservados.

    • Home
    • Quem Somos
    • Contato
    • Home
    • Quem Somos
    • Contato

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.