O uso da membrana amniótica foi incluída nesta quinta-feira (16) no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação de duas portarias, a técnica será indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares.
Utilizada na medicina regenerativa, a membrana é coletada durante o parto que tem ação anti-inflamatória e cicatrizante, reduzindo complicações no tratamento de diversas doenças. O tecido fino e resistente envolve o feto durante a gravidez e é conhecido pela sua capacidade de regeneração de órgãos, tecidos e células.
No pé diabético — complicação grave do diabetes caracterizada por alterações neurológicas, vasculares e infecções — a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde o ano passado.
Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular.
O novo curativo biológico deve beneficiar cerca de 860 mil pacientes por ano. O tratamento é recomendado principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.



