O clima é de apreensão no conjunto residencial Jardim das Margaridas, em Salvador, após moradores informarem que receberam um prazo de apenas cinco dias, de forma verbal, para a retirada e derrubada das barracas instaladas na comunidade.
A decisão, considerada repentina pelos moradores, tem causado preocupação entre famílias que dependem diretamente das barracas para garantir o sustento diário.
Sem documentação oficial ou apresentação de alternativas, a medida gerou insegurança e revolta entre os trabalhadores locais.
A comerciante Patrícia Araújo afirmou que a comunidade já começou a se mobilizar em busca de apoio.
Segundo ela, o presidente da associação e liderança de São Cristóvão, Geferson Pirata, e Moisés Feitosa, suplente de vereador na região de Mussurunga, estão acompanhando o caso de perto.
Geferson Pirata e Moisés Feitosa disponibilizaram duas advogadas que irão ingressar com uma ação judicial para tentar suspender a ordem de derrubada das barracas, com o objetivo de garantir o direito ao trabalho e abrir espaço para diálogo com o poder público.
Enquanto aguardam uma resposta, moradores cobram posicionamento das autoridades e pedem sensibilidade diante da situação.
Muitos afirmam não ter outra fonte de renda e temem ficar desamparados.
Entre os relatos, a moradora Lais Ferreira chamou atenção para a realidade enfrentada por diversas famílias.
Ela, que é mãe de um filho com necessidades especiais, destaca que depende da barraca para sustentar o lar.
A comunidade espera agora que a Justiça intervenha para evitar prejuízos imediatos e possibilitar uma solução mais justa.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre os motivos da notificação ou medidas de apoio aos moradores afetados.




