De um fogão doméstico e R$ 400 emprestados, nasceu um negócio que hoje movimenta cinco dígitos por mês. Em Eunápolis, no sul do estado, um casal apostou na venda de caldos como renda extra e, em menos de um ano, viu a operação se tornar a principal fonte de renda da casa, com faturamento acumulado de R$ 100 mil. A história ganhou destaque na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, publicação do Grupo Globo voltada ao empreendedorismo e à gestão de negócios no país.
A ideia surgiu em agosto de 2024, quando Gleiziane Souza e Marcos Rogério Vieira escolheram o preparo de caldos pelo baixo custo e pela facilidade de produção. Na época, ela trabalhava com carteira assinada, e ele rodava como motorista de aplicativo. O valor inicial, usado para comprar ingredientes e embalagens, veio emprestado de uma amiga e foi quitado em duas semanas.

“Precisávamos começar com o que tínhamos em mãos. O que a gente tinha ao nosso favor naquele momento era o caldo, porque podíamos fazer com as nossas panelas e nosso liquidificador, aqui na nossa cozinha. Dava para começar com pouco”, contou Gleiziane à publicação.
Com a demanda crescendo, o negócio deixou de ser complemento de renda. Marcos saiu do volante em dezembro de 2024 para se dedicar integralmente ao delivery. Gleiziane seguiu no emprego por mais alguns meses, até fazer a transição definitiva em junho de 2025. Desde o início, a operação já tinha nome, identidade visual e presença nas redes sociais, com pedidos concentrados no WhatsApp e, depois, em aplicativos de entrega.
A entrada nessas plataformas ampliou o alcance da marca na cidade. Para ganhar espaço, o casal passou a investir em cupons de desconto, frete grátis e pequenos diferenciais, como o envio de sobremesas junto aos pedidos. “O pessoal começou a gostar dessa surpresa que chegava junto com o caldo. Acho que isso foi fazendo a gente conquistar o público”, disse Marcos.

O crescimento veio acompanhado de reinvestimento. Os primeiros lucros foram direcionados à compra de equipamentos, como fogão industrial, freezer e novos utensílios, permitindo aumentar a produção e organizar a rotina. Hoje, a cozinha começa a funcionar por volta das 14h para atender o delivery aberto das 18h às 22h30.
O cardápio tem seis sabores, entre eles caldo de frango, carne louca, caldo verde, camarão, bacon com calabresa e frango rústico. Os preços variam entre R$ 20 e R$ 30, conforme o tamanho. Em dias de maior movimento, principalmente aos fins de semana, o negócio chega a registrar cerca de 40 pedidos por dia.
Mesmo em uma cidade de clima quente, as vendas se mantêm estáveis ao longo do ano, com queda apenas nos meses mais quentes e festivos. Atualmente, o faturamento mensal ultrapassa R$ 10 mil, com uma base de cerca de 1.200 clientes recorrentes.
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