Close Menu
Portal Bahia Notícia
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Ultimas Noticias:
    • Homem é executado a tiros dois dias após deixar prisão em Guanambi
    • Calderano perde para líder do ranking e fica com bronze na Copa do Mundo de Tênis de Mesa
    • Fora de casa, Doce Mel/Jequié é derrotado pelo Sport no Brasileirão Feminino A2
    • Robson Conceição vence por decisão unânime no BPC 2 em Brasília
    • Sensor do ar de baixo custo será lançado no Acampamento Terra Livre
    • Bahia x Palmeiras: Confira prováveis escalações, arbitragem, horário e onde assistir
    • Chapecoense x Vitória: Veja prováveis escalações, horário e onde assistir
    • Cantor baiano morre aos 52 anos na Paraíba vítima de infarto
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Portal Bahia NotíciaPortal Bahia Notícia
    • Home
    • Brasil
    • Mundo
    • Esportes
    • Policia
    • Cidades
    • Politica
    • Economia
    • Saude
    • + Ver Mais
      • Educação
      • Musica
      • Tecnologia
    Portal Bahia Notícia
    Home»Brasil»ECA digital e julgamento nos EUA contribuem para internet mais segura
    Brasil

    ECA digital e julgamento nos EUA contribuem para internet mais segura

    Gilberto Costa reporter da Agencia BrasilFonte: Gilberto Costa reporter da Agencia Brasil29 de março de 2026Nenhum comentário
    o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Whatsapp Reddit Tumblr E-mail
    eca-digital-e-julgamento-nos-eua-contribuem-para-internet-mais-segura
    ECA digital e julgamento nos EUA contribuem para internet mais segura
    Compartilhe:
    o Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
    Cursos com Certificado Entregue em Casa – Cursos 24 Horas

    Ações ocorridas neste mês de março de 2026 podem ter contribuído para mudar a história da Internet e, sem ferir a proclamada “liberdade de expressão”, torná-la um ambiente mais apropriado e seguro, especialmente para menores de idade.

    No último dia 24, um júri em Santa Fe, capital do Novo México, no sudeste dos Estados Unidos, entendeu que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, deve ser responsabilizada por não adotar medidas para que crianças e adolescentes não sejam expostos a conteúdos inapropriados em suas redes sociais, inclusive de abuso sexual por adultos. 

    A condenação obrigará a Meta a pagar aproximadamente US$ 375 milhões como pena à coletividade.

    Um dia depois, a cerca de 1,3 mil quilômetros de Santa Fe, um outro júri em Los Angeles, na Califórnia, decidiu que plataformas da Meta e do Google (YouTube) foram projetadas para viciar seus usuários e causar malefícios.  

    Para o júri, mecanismos que disparam “gatilhos emocionais” – como a rolagem infinita, notificações constantes, reprodução instantânea de vídeos, recompensas intermitentes como as “curtidas” – tiveram o condão de fazer com que uma jovem de cerca de 20 anos, identificada apenas como Kaley, sofresse de depressão na adolescência, com pensamentos suicidas, e desenvolvesse uma preocupação obsessiva com sua aparência física. Esse comportamento é chamado de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).

    Condenadas, as duas big techs do Vale do Silício, também na Califórnia, terão de pagar um total de US$ 6 milhões em indenização à Kaley.

    Repercussão

    Para especialistas brasileiros ouvidos pela Agência Brasil, as decisões na justiça estadunidense podem ter repercussão global e vêm ao encontro do lançamento do ECA Digital (Lei 15.211/2025), que entrou em vigor no último dia 17 e foi regulamentado no dia seguinte pelo Decreto 12.880, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

    “Os casos nos Estados Unidos e o ECA Digital têm uma convergência muito grande em relação a esse olhar sobre a saúde dos usuários [da internet] crianças e adolescentes”, reconhece Maria Góes de Mello, coordenadora do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, que enxerga na lei brasileira e nas recentes decisões dos EUA “ferramentas poderosas” para evitar e combater vícios nas redes sociais.

    Padrões obscuros e design manipulativo 

    O diretor de segurança e prevenção de riscos no ambiente digital do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Horta, aponta que há mecanismos nas redes sociais, jogos eletrônicos e plataformas de apostas desenhados para manter o usuário o maior tempo possível nos aplicativos.

    “É como se colocasse um produto no mercado que em vez de ter em vista a segurança e bem-estar do usuário, tem como objetivo primordial maximizar o tempo de uso, para mantê-los mais tempo na tela. Algo análogo a outros produtos que causam dependência e que estão no mercado”, compara.

    A literatura especializada descreve que esses mecanismos foram criados de propósito, pois têm design “manipulativo”, e os algoritmos que aprendem interesses, gostos e o comportamento dos usuários seguem padrões “obscuros” – alheios a quem está mexendo na tela do celular ou do computador, e desconhecidos pelas instituições de proteção a crianças, adolescentes e consumidores em geral.

    O dano às pessoas diante das telas representa lucro das plataformas na “economia da atenção”, como lembra Georgia Cruz, professora de Sistemas e Mídias Digitais da Universidade Federal do Ceará e atuante no Laboratório de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia (LabGrim – UFC).

    “As empresas têm lucrado cada vez mais com essas atividades econômicas em detrimento da qualidade de vida dos usuários, que acabam tendo que lidar com todos os impactos emocionais, sociais, de comportamento, e também de comunicação”, aponta a especialista.

    Sem imunidade

    Para Ricardo Horta, os dois julgamentos nos EUA quebram paradigmas: “Pela primeira vez, fica evidenciado que esses mecanismos existem e que eles têm impacto na saúde e no bem-estar do consumidor.”

    Essa compreensão quebra a imunidade alegada pelas empresas de tecnologia em processos judiciais sobre conteúdos inapropriados veiculados nas redes sociais.

    Na justiça norte-americana, as big techs costumam citar a Seção nº 230 da lei The Communications Decency Act (CDA), de 1996, cláusula que impede a condenação em processos civis contra material postado por terceiros.

    As duas recentes decisões fogem do âmbito da Seção nº 230. Na avaliação de Paulo Rená da Silva Santarém, pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (Iris), “a grande mudança que fica marcada é o direcionamento. A alteração de perspectiva: do conteúdo [postado] para como as redes sociais funcionam.”

    Para ele, os julgamentos nos Estados Unidos terão efeitos em outros países.

    “Com certeza a gente tem um potencial aí de repercussão dessas decisões em outras jurisdições.”

    O advogado Marcos Bruno, sócio de um escritório especializado em direito digital (Opice Blum Advogados), concorda com os dois especialistas.

    As decisões nos EUA, avalia, reforçam o debate global sobre até que ponto o desenho dessas plataformas pode contribuir para padrões de uso excessivo entre jovens.

    “É um debate não sobre a tecnologia, mas como ela é concebida para manter a atenção, especialmente no caso de crianças.”

    Plataformas proativas

    No Brasil, o Artigo nº 19 do Marco Civil da Internet, de 2014, tinha efeito semelhante à Seção 230 da lei norte-americana até o Supremo Tribunal Federal decidir no ano passado que as plataformas que operam redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários.

    A determinação do STF e o ECA Digital estabelecem obrigações para que as redes sociais ajam antecipadamente, façam mediações e evitem a circulação de conteúdos inadequados.

    No caso do ECA Digital, a professora Mylena Devezas Souza, do departamento da Administração da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Macaé (RJ), acredita que a lei “impõe às plataformas o dever de prevenir e mitigar riscos relacionados ao acesso de crianças [e adolescentes] a conteúdos inadequados, e determina que os serviços digitais sejam estruturados de modo a oferecer experiências adequadas à idade do usuário.”

    “As plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis que viabilizem e apoiem a supervisão parental, permitindo aos responsáveis maior controle sobre o tempo de uso e os conteúdos acessados, inclusive com a possibilidade de limitar ou restringir o uso das redes sociais”, estabelece o novo ECA Digital.

    Pais capturados

    O jornalista Wladimir Gramacho, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC-UnB), assinala que os pais devem acompanhar a exposição dos filhos às redes sociais. 

    “No passado tinha lá o canal [de TV] que pode, a hora que pode, a hora de desligar a televisão, etc. Só que agora, no lugar da televisão, a tela oferece muito mais conteúdo. A presença do adulto é ainda mais importante do que era no passado. A situação grave que a gente tem hoje é que esses adultos também estão capturados”, alerta o especialista.

    Conforme o ECA Digital, a segurança das crianças e adolescentes diante de celulares e computadores é uma responsabilidade compartilhada entre Estado, empresas e família. Assim, os pais devem sempre supervisionar a experiência online dos filhos.

    Pai e mãe têm obrigação de assegurar que seus filhos sempre acessem as plataformas com filtro dos mecanismos de verificação de idade, para impedir acesso a conteúdos impróprios, apostas e pornografia.

    A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANDP) destaca que, segundo o ECA Digital,  “qualquer pessoa que presencie violação de direitos pode e deve denunciar pelos canais de denúncia que as empresas [donas das plataformas] deverão disponibilizar.”

    Compartilhe: o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Telegrama E-mail
    Gilberto Costa reporter da Agencia Brasil

    Noticias Relacionadas

    Sensor do ar de baixo custo será lançado no Acampamento Terra Livre

    5 de abril de 2026

    Brasileirão: Ferreira brilha e São Paulo aplica 4 a 1 no Cruzeiro

    4 de abril de 2026

    Calderano derrota francês e fica a 2 vitórias do bi na Copa do Mundo

    4 de abril de 2026

    Comentários estão fechados.

    • Anuncie em nosso portal
    • WhatsApp : (71) 98349-4147
    • Celular : (71) 98349-4147

    Quem Somos

    O Portal Bahia Notícia é um veículo de comunicação digital comprometido com a informação de qualidade, levando aos seus leitores notícias atualizadas, relevantes e de interesse público. Atuamos com responsabilidade, transparência e agilidade na divulgação dos principais acontecimentos da Bahia, do Brasil e do mundo.

    Email :  contato@portalbahianoticia.com.br
    WhatsApp: (71) 98349-4147

    Facebook X-twitter Youtube Instagram Tiktok

    As Mais Vistas

    PM apreende mais de meia tonelada de drogas avaliada em R$ 1 milhão em Feira de Santana

    23 de março de 2026

    Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus se manifesta sobre morte de paciente em banheiro da unidade

    23 de março de 2026

    MP de São Paulo realiza ação para investigar corrupção e fraude fiscal

    26 de março de 2026

    Mais Populares

    Fora de casa, Doce Mel/Jequié é derrotado pelo Sport no Brasileirão Feminino A2

    5 de abril de 2026

    Recife recebe festival de jazz neste fim de semana

    27 de março de 2026

    Show no campo, gol na música: Anderson Talisca celebra nova fase da carreira como Spark e lança Dúvida

    2 de abril de 2026

    © 2026 Portal Bahia Notícia. Todos os direitos reservados.

    • Home
    • Quem Somos
    • Contato
    • Home
    • Quem Somos
    • Contato
    Portal News Word © 2026 Todos direitos reservados

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.