A Justiça Eleitoral de Feira de Santana julgou improcedente, nesta terça-feira (10), a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela coligação “Pra Fazer o Futuro Acontecer” e pelo deputado federal Zé Neto (PT). A decisão beneficia o presidente do Democracia Cristã (DC), Colbert Martins e políticos como o prefeito José Ronaldo (União), Pablo Roberto (PSDB) e Raimundo Araújo Júnior (PL).
Para o magistrado Wagner Ribeiro Rodrigues, os autores da ação não apresentaram provas inequívocas das acusações de abuso de poder político e econômico. A denúncia citava suposta compra de votos, distribuição de combustível e realização de eventos irregulares durante o pleito de 2024.
Na sentença, o juiz afirma que condenações desse tipo exigem provas objetivas e não podem se basear em conjecturas. Sobre a acusação de distribuição de combustível no Posto Matarazzo, ele considerou os depoimentos inconclusivos e mencionou o arquivamento de um inquérito policial que investigava o mesmo fato por falta de justa causa.
Em relação à participação do cantor Deivison Santos, atual suplente conhecido nas urnas como “Polly, O Polêmico”, a Justiça entendeu que o uso da imagem do artista não caracterizou showmício, já que não houve apresentações musicais performáticas nem comprovação de gastos excessivos.
Sobre as contratações feitas pela prefeitura em ano eleitoral, a decisão apontou que não houve prova de finalidade eleitoreira ou de indicação política nos atos administrativos. A defesa representando Colbert é o escritório Ismerim Advogados Associados.
Assim, segundo o magistrado, não foram preenchidos os requisitos de gravidade necessários para comprometer a legitimidade do resultado eleitoral, mantendo a validade do pleito.


